O heptacampeão mundial Lewis Hamilton declarou ter “100% de confiança” na Ferrari, apesar da desclassificação dupla da equipe italiana no Grande Prêmio da China, segunda etapa da temporada de Fórmula 1.
Os carros de Hamilton e de seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, foram excluídos da corrida em Xangai após falharem nas verificações técnicas pós-prova. O britânico terminou em sexto lugar, enquanto Leclerc ficou em quinto.
“Vi alguém dizendo que estou perdendo a fé na equipe, o que é um completo absurdo”, afirmou Hamilton nesta quinta-feira, antes do Grande Prêmio do Japão. “Tenho 100% de confiança neste time”, reforçou o piloto de 40 anos, que trocou a Mercedes pela Ferrari no início da temporada.
Hamilton também minimizou as expectativas sobre resultados imediatos: “Houve um grande alvoroço no começo do ano. Não sei se as pessoas esperavam que fôssemos vencer desde a primeira corrida e disputar o título logo no primeiro ano. Esse nunca foi o meu pensamento. Sei que estou entrando em uma nova cultura, uma nova equipe, e que isso levará tempo.”
Fatores técnicos e explicações da Ferrari
Leclerc foi desclassificado por estar com o carro um quilo abaixo do peso mínimo permitido de 800 kg, enquanto o de Hamilton apresentou desgaste excessivo no skid block, a placa de madeira sob o assoalho do carro.
O chefe da Ferrari, Fred Vasseur, sugeriu que um vazamento na garrafa de água de Leclerc pode ter contribuído para a perda de peso do carro.
“Os pneus são apenas parte da explicação. Também perdemos um litro de água com o vazamento da garrafa de Charles. A perda de peso é sempre a soma de vários pequenos fatores”, explicou Vasseur ao jornal L’Équipe.
O francês destacou que a Ferrari está operando no limite para competir com a McLaren e outras equipes. “O objetivo na Fórmula 1 é levar tudo ao extremo: cada grama de peso, cada décimo de milímetro de desgaste, cada milímetro de deformação da asa. Quanto maior a pressão, mais perto desses limites você precisa chegar, e mais riscos são assumidos”, concluiu.
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