O vice-premiê da China, Ding Xuexiang, prometeu nesta quinta-feira (27) um apoio estatal mais forte para a economia do país, que, segundo ele, começou bem o ano de 2025 e está no caminho para atingir a meta de crescimento deste ano, impulsionada pelos avanços em inteligência artificial e outras tecnologias.
Seu discurso em uma cúpula empresarial e política na província insular de Hainan ocorre em uma semana em que Pequim tem montado uma ofensiva para atrair novos investimentos estrangeiros para sua economia e se proteger contra as tensões geopolíticas latentes.
As autoridades chinesas têm colocado a expansão da demanda interna no topo da agenda para este ano, enquanto tentam amortecer o impacto das ações tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas têm tido dificuldades para amenizar as preocupações dos investidores estrangeiros sobre a durabilidade da recuperação pós-pandemia em andamento.
“Nos dois primeiros meses deste ano, a economia teve um início estável, dando continuidade ao impulso de recuperação observado desde o quarto trimestre do ano passado”, disse Ding no Fórum anual de Boao.
“A meta de crescimento deste ano de cerca de 5% foi determinada por meio de cálculos cuidadosos e planejamento meticuloso, e é apoiada tanto pelo potencial de crescimento quanto pelas condições favoráveis, junto das fortes medidas políticas”, completou.
“Políticas macroeconômicas mais proativas e eficazes serão implementadas para expandir de forma abrangente a demanda doméstica e estabilizar o comércio e os investimentos estrangeiros”, acrescentou.
Os investidores estrangeiros têm se desanimado com a China nos anos que se seguiram à pandemia da Covid-19, com as preocupações de longa data das empresas sobre geopolítica, regulações mais rígidas e um campo de atuação mais favorável para as empresas estatais pesando.
O investimento estrangeiro direto na China caiu 13,4% ao ano, ou US$ 13,5 bilhões, em janeiro, de acordo com os dados mais recentes do Ministério do Comércio da China.
“Expandiremos constantemente a abertura institucional, facilitaremos ainda mais o acesso ao mercado para investimentos estrangeiros… e daremos as boas-vindas às empresas de todos os países para que invistam e se desenvolvam na China”, disse Ding.
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